quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

O cartão de crédito e o sexo



Galvão diz para Nina: Nina espera um pouco, não compra nada no cartão.
Nina (já falando bem mais alto) diz pra Galvão: Poxa, eu não posso ter nada que eu quero, vc só me recrimina, trabalho tanto, será que não mereço?

Galvão diz (com cara de bebê pidão) pra Nina: Vamos dormir meu bem? Heim? Vamos...
Nini (falando numa oitava acima) diz pra Galvão: Espera homem, só pensa nisso. Espera um pouco.

Gastar dinheiro no cartão de crédito para a mulher, as vezes é tão banal quanto o sexo as vezes o é, para o homem. O homem supera a depressão se faz sexo, enquanto que a mulher se deprime caso tenha sexo sem vontade. O homem não se ressente se não puder ir ao shopping enquanto que a mulher mais facilmente se fragiliza quando contrariada nesse aspecto. A mulher adia o sexo e vai ao shopping, já o homem esquece que existe shopping se tiver sexo. Para a mulher só vale a pena ter sexo se houver amor. Para o homem só vale a pena ir ao shopping se houver crédito e não apenas o cartão!

A verdade é que ambos se perdem tentando reencontrar a felicidade, procuram fugas para afogarem mágoas interiores. Agem como reação às suas frustrações. Não há nada de mal no sexo ou no cartão de crédito. Só se tornam conflito quando atendem a demandas para as quais não foram criados. Sexo é bom quando se ama e quando quem ama quer amar e ser amado. Cartão de crédito é bom quando há crédito, assim sendo não acrescenta dores.

 Não vale a pena querer comprar o que não se pode adquirir. É como comprar e não levar. Não adianta ter sexo e não ter amor é como ter a casa e não ter um lar. Não podemos projetar no outro o que precisa ser resolvido dentro de nós. Não podermos dar o que não temos, e nem adquirir o que não conquistamos. Nossas ações devem ser resultado de sermos bem resolvidos. Quem caminha não luz não tropeça. Muitos casais se magoam, ainda que se amando, porque não confessam suas culpas ao Senhor para que depois de tratados possam servir aos seus parceiros com um amor que não contamina, sem veneno. Resultado do nosso relacionamento com Cristo. Confessemos nossas verdadeiras motivações ao Senhor e Ele nos mostrará quais devam ser as nossas verdadeiras pretensões uns nos outros.

 Andre Luiz 

Nina e Galvão

 Nina e Galvão são casados e têm duas filhas. Eles brigam bastante, mas se amam muito. Estão no começo da vida e enfrentam dificuldades normais de um casal na casa dos trinta anos.

 Nina fala alto. Galvão fala para dentro. Nina cozinha muito bem, Galvão toca violão. Nina sonha com uma casa maior, já Galvão, reconhecimento na profissão. Nina quanto mais envelhece mais fica bonita, Galvão já nasceu velho. Nina gosta do dia, não muito de dia, Galvão da noite nunca a madrugada. Ela requintada, ele não liga tanto pra essas coisas. Ele lembra das datas e gosta de discutir a relação. Ela esquece de tudo e prefere só carinho e atenção, nada de discutir a relação. Mas quando estão no sofá, um bom filme lhes toca o coração. Nem sempre se entendem, mas para sempre se amarão. Ela não sabe cantar, mas canta de coração, ele não sabe cozinhar mas aprecia uma boa refeição.

  André Luiz