quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Dor de coluna

"Então o Senhor Deus fez cair pesado sono sobre o homem, e este adormeceu: tomou uma das suas costelas, e fechou o lugar com carne. E a costela que o Senhor Deus tomara ao homem, transformou-a numa mulher, e lha trouxe. E disse o homem: Esta, afinal, é osso dos meus ossos e carne da minha carne; chamar-se-à varoa, porquanto do varão foi tomada" Gênesis 2:21-23

 Ontem Galvão sentiu muitas dores nas costas, nada resolveu até chegar a casa render-se aos cuidados de Nina. Pronto! Tchau dor!

A caminhada da vida exige uma "estrutura". O peso dos problemas pode ser menor quando encontramos a nossa "costela perdida". Não é somente a formação de um par romântico, é ser "inteiro": corpo com "ela" e alma com Ele.

Deus poderia ter formado Eva como bem entendesse, mas deixou-nos uma ilustração daquilo que Eva seria na vida de Adão e vice-versa. Não seria pisado por ele, não o controlaria: andariam lado a lado, ajudando um ao outro. Ninguém mandando em ninguém, apenas suprindo necessidades, um do outro pelo caminho.

A viração do dia era um momento especial para os dois. Naquele momento as necessidades da alma eram supridas. Só o pecado fez, transferirem a culpa. Antes de cairem em tentação, era Adão, Eva e o Criador.

O casamento só é completo quando o Criador entra no "jardim". Jesus veio "habilitarmos" à recebermos novamente o Criador. Ele dá vida ao jardim, faz tudo ter sentido, é excelente agricultor, tudo o que Ele não planta Ele arranca, mas tudo que Ele planta, se encontrar coração fértil dá bom fruto.

O segredo de um casal é serem "três" ao invés de apenas dois. Com Ele no barco tudo vai bem. A saída Dele, é a entrada de todas perversidades. Todo casal é carente de frutos que só Ele planta em nós: perdão, amor, resignação, paciência....   

O que passar disso: é dor de coluna

Obrigado Senhor, pela minha costela
André Luiz
   

sábado, 7 de janeiro de 2012

Carência: Mãe de filhos perigosos

 Lembro-me que na escola havia uma enfermaria, quando a gente se sentia mal, tinha que passar por lá primeiramente, de lá, após triagem, ou éramos medicados ou íamos pra casa seguir o que fosse preciso ser fazer. Um dia conversando com o enfermeiro, Seu Celso, ele disse-me que um dos comprimidos que ele usava, não tinha efeito nenhum, apenas psicológico. Ele conseguia detectar que alguns de nós não tínhamos nada, mas quando ele nos dava o tal "remedinho" ficávamos todos bons.

 Os seres humanos fazem coisas terríveis para "chamar a atenção das pessoas". É "CARÊNCIA". Drogas para "aliviar" uma carência de respostas. Adultério para anestesiar a carência (de se sentir mais homem). Cenas de ciúme piores do que as de novela mexicana (tenho tias que adoram), Mal-humor, brigas, medo de perder quem amamos. "SINAIS DE CARÊNCIA".

 O que as vezes não compreendemos bem, é que não podemos projectar a solução para as nossas carências em ninguém. Nina ama Galvão, Galvão ama Nina, entretanto, fica faltando algo que os dois não podem resolver entre si. A Bíblia tem uma solução suficiente: "O cordão de três dobras não se quebra com facilidade" Ec 4:12b.

Se Nina não é suficiente para Galvão, não é Ritinha que vai resolver o problema. É o Senhor. A falta de Deus, gera carências no ser humano que o tornam capaz das maiores perversidades. O fruto da carência é a angústia, e a tentativa de resolvê-la sem Deus, pecado, que gera ainda mais angústia e ainda distribui mágoas por todos os lados.

Não podemos projetar no cônjuge, o que na verdade é papel de Deus em nós. Só Ele cumprirá em nossa vida. Faltando vida com Deus, sobra carência, sobrando carência, só resta o pecado, pecando o homem, compra dores, as mais indigestas para sua alma.

Por quê somos tão carentes? Porque nos distanciamos com extrema facilidade de Deus! Perto de Deus somos fortes, longe Dele, somos apenas crianças indefesas contra o mal. As portas do inferno não são atrativas, até que se apresentem em forma carência. O diabo tentou Jesus a transformar pedra em pão quando Jesus estava com fome. Mas Jesus alimentado pela Palavra de Deus fez dela sua espada e escudo.

A melhor defesa contra as nossas carências é estarmos cheios do Espírito Santo. A diabo tenta-nos, quando percebe que pode fazer de nossas fraquezas, um argumento para que nós enganados, façamos do pecado uma necessidade. Carência é a palavra que nos ocorre quando nossa alma detecta que nos falta Deus. Sendo assim, quando estiver carente busque a Deus, caso contrário existirão propostas de angústia mais "aliciantes" porém suicidas, que lhe serão apresentadas. Lembre-se carência é mãe de filhos que quando crescem, ficam perigosos a ponto de nos destruir e sufocar.

No Deus que supre
Andre Luiz

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Filhos: Universidade do Amor

Quando somos crianças, queremos ser adolescentes (ô fase chata); quando somos adolescentes, não suportamos essa fase por muito tempo, até nos tornarmos jovens. Quando chegamos a ser jovens, abre-se um leque de opções: casar cedo, casar mais tarde, não casar, curtir, sofrer.... Nina e Galvão casaram cedo, tornaram-se adultos juntos, associando-se aos desdobramentos naturais dessa decisão.

Passados poucos anos depois, veio a inspiração para a maior das capacidades humanas: a capacidade de reproduzir-se. Dois corações "juntinhos", gerando uma semente, um amor produzindo um amor, até então desconhecido, a mais linda extensão de nós próprios: FILHOS. A maior Universidade do Amor, lá ensina-se várias disciplinas: Amor de pai, amor de mãe, amor incondicional, amor que não faz qualquer tipo de contas ao amor que se dá, amor que nos chorar, porque nunca aprenderia perdê-lo, amor que não deixa de ser estranha força, que nos faz querer viver pra sempre. 

Filhos são uma chance que a vida nos dá, de não morrermos sem saber o que é amar. Emoção que não conseguimos descrever, mas todos nós sabemos quando sentimos. Sei lá, é talvez essa lágrima que derramo enquanto escrevo, dizem melhor que minhas minguadas palavras. Eles sao a primeira palavra que nos ocorre quando pensamos em desistir.

O trabalho tem um expediente, a reunião começa e tem um fim, o filme começa até terminar, a canção mais linda de amor, finaliza com uma última nota musical, mas ter filhos, tem dia pra começar e ganha as asas da eternidade, ficando marcado nas mãos de Deus como a nossa maior marca nessa terra: Nossa Família.

Experiência cheia de desafios, existem momentos que toda a nossa força e amor encontram seus limites, e precisamos pedir ajuda a quem teve a excelente idéia, de criar esse tesouro que é a família: Deus Pai.  Não é possível ser pai, sem Deus Pai como referência. Aliás, ter filhos, nos faz enxergar melhor como Deus quer relacionar-se connosco.

Nessa Universidade do Amor, nunca saímos formados, somos sempre alunos. Ter filhos forma caráter, faz-nos recordar o porquê do amor dos nossos pais, nos mostra um mundo totalmente diferente, porque afinal, deixa de ser apenas o meu, ou o seu mundo, para ser também o cantinho para os nossos tesouros, e se depender de nós os pais, será o melhor que há até que Ele venha e nos faça uma só família no céu.

No Deus que é Pai,
Com duas filhas,
Filhas do amor, de um homem por uma mulher
Andre Luiz

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Facebook e o Divórcio

O Facebook é uma rede social que pode tornar-se uma rede do bem ou do mal.  Como já disse uma vez:     a dose faz o veneno. O que pretende ser uma "rede" de contactos pode vir a ser uma "rede" de engano.  

No Facebook, todo gente é bonita, vive muito bem obrigado, é feliz. Entretanto no chat, nas conversas que ninguém vê, muita gente se desnuda e confessa que vive mal, que o casamento não anda bem ou que quer viver uma aventura, porque já não aguenta mais a rotina. 

O Facebook é um vício para quem quer "matar" o tempo "morto". É um "zapping" pra quem está no trabalho e precisa "fazer o tempo passar". O problema é que com esta porta aberta, alguns abismos se candidatam.

Conversa da Morte
Ritinha: Oi Carlão, tudo bem com você? E seu casamento vai bem?
Carlão: Mais ou menos! Parece que as coisas já não são como antes, sabe.. tá muito difícil...

Ritinha e Carlão não entenderam, que não se tem esse tipo de conversa com ninguém. Os problemas do nosso casamento precisam ser resolvidos no próprio casamento. Esse tipo de conversa, é a primeira traição. As vezes bate-papo começa despropositadamente e termina num emaranhado de complicações. Muitas dessas conversas, começam quando um dos cônjuges vai dormir, e as vezes, brigado com o outro, e acaba encontrando um "escape" no Facebook, é nessa hora que Satanás joga a "REDE" que não tem nada de social. Quando você briga com o cônjuge, tem sempre alguém de bobeira na infernet.

Nina e Galvão têm Facebook. Porém, um sabe a senha do outro. Não ficam com essa conversa: Você não confia em mim! Nina e Galvão não ficam de conversinha mole e sem propósito com ninguém. Sabem o que com conversar, com quem o fazer, a hora de parar e principalmente terem a franqueza de se ajudarem nesse processo. Os casais, muitos deles, cultivam segredos que quando revelados, tornam-se morte para o matrimônio. Nina e Galvão aprenderam, que precisam matar um leão por dia. Todo dia, precisa ser como se fosse o último dia, para se salvar um casamento, ainda que ele esteja "bem". Nina e Galvão não são polícias uns dos outros, apenas se ajudam por conhecerem quão enganoso é o coração.

Tome cuidado para não usar Facebook como "escape" e acabar caindo na rede do engano. Sejam sinceros um com o outro no casamento, ninguém gosta de ser enganado, a verdade que se protela, quando vem à tona, despeja dor sobre quem a gente ama. Os casais precisam estar mais "juntos" não apenas na mesma cama. Precisam ser sem-vergonha: sem vergonha de dizer a verdade, sem vergonha de confessarem suas vergonhas e se ajudarem nas suas fraquezas.

Por uma rede do bem
Andre Luiz

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Sexo Frágil

O pai do Galvão trabalhava, a mãe dele não. A mãe do Galvão era quem cuidava das refeições e demais tarefas domésticas. Eram cinco filhos. Levavam uma vida simples, não discutiam tanto a relação. O homem era uma autoridade, a mulher apenas "sexo frágil".

O tempo mostrou que o homem abusava da autoridade, enquanto que a mulher nunca foi tão "sexo frágil" assim. Um homem poderia chegar em casa mais tarde, com a desculpa de que estava com os amigos, a mulher tinha a inconcebível tarefa de aguardar por ele sem questioná-lo, e com a casa em ordem. Alguma coisa estava mesmo errada. As mulheres não eram felizes assim, apenas suportavam com uma força que nos pergunta o que é ser "sexo frágil" ? Ganhar filhos com dores? Apanhar sem reagir? Ter sexo sem saber o que é ter prazer?

Veio o capitalismo exacerbado. Tudo mudou. A mulher se emancipou, num casamento pervertido com os planos do capitalismo. O pai do Galvão trabalhava e sustentava toda a família. Agora Nina e Galvão trabalham e não chega.

No meio das questões autênticas do movimento feminista, o capitalismo selvagem entrou na frente e as fez, massa de manobra. E para Nina e Galvão resta uma pergunta: com quem ficam as crianças? Na escola o bullying, na rua as drogas, e um futuro que lhes reserva um mundo bastante pior.

A grande verdade, gigante nos factos, mais do que minhas simples palavras, é que hoje, os dois: Nina e Galvão, tornaram-se "SEXO FRÁGIL".  Os homens não sabem lidar com a força que perderam, enquanto que as mulheres não sabem gerir o que ganharam.

O tacão do medo não governa mais os lares. Que bom! Mas, infelizmente ouvimos cada vez mais os casais divorciarem-se dizendo: já não havia mais amor! Que mau!

O mundo piorou, o homem esqueceu o caminho para Deus. Antes, as mulheres eram frágeis em suas possibilidades. Agora, ambos são. A mulher pode ter sexo com quem quiser, é dona do seu corpo, mas ainda está a procura de fazer amor. A verdade é que Nina e Galvão só estão juntos porque o Evangelho lhes fornece as bases do amor, o próprio Amor. Não ficam discutindo quem manda. São governados como filhos do amor, pelo Pai do amor verdadeiro, Deus. Quem não ama a Deus não sabe amar, porque ele "inventou" essa história de amar.

O papo é bem mais longo. Por agora paro, mas pretendo continuar.

Num amor que não é frágil
Andre Luiz

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Conversa de corredor

O que mais acaba com casamentos é a CONVERSA de CORREDOR.

Quando estava na escola, lembro da minha professora dizer para que nós tivéssemos muito cuidado com as conversas de corredor. Com o tempo percebi que pra tudo na vida existe a maldita CONVERSA de CORREDOR.

O que é a "conversa de corredor" num casamento?

Quando o Galvão briga com a Nina, a Ritinha que não tem nada a ver com a briga do casal, se arvora em conselheira e diz pra Nina, que não pode ficar barato o que o Galvão lhe fez.

Quando a Nina briga com o Galvão, o Carlos (amigo do bar) diz pra ele que não há nada melhor que um caso extra-conjugal pra aliviar o peso de uma relação "apenas" conjugal. E diz isso com uma "santa" convicção.

Fico triste quando vejo casamentos destruídos por essa "conversa". É lógico que nada é tão óbvio como eu estou a descrever. Na verdade são milhares de "conversas" que se tornam atitudes, que por fim se convertem em sofrimento, angústia e marcas que nem sempre o tempo leva.

Quando tenho vontade de tomar uma coca-cola tomo. O problema é que coração não é coca-cola. Coca-cola é uma coisa e como coisa sendo, serve pra me servir quando eu quiser. Porém, nunca será assim com relacionamentos. Vamos rasgar o verbo: SEXO não é coca-cola! TESÃO não se resolve matando os sentimentos de quem nos ama com tanta sinceridade (vai muito além do tesão), como se bebe uma coca-cola.

O adultério é a droga que entorpece no momento da fraqueza, é a chave da prisão chamada pecado, é a venda de um produto chamado "amor que não tem preço"  em troca de um coquetel barato de sedução,aventura e adrenalina que no dia seguir torna-se úlcera do ser e crise da alma.

Nunca vi um adultério acabar bem. Nunca vi um adúltero somar alguma virtude. Começa como uma boa "conversa" e sempre termina como um funeral, só que de sentimentos. Uma simples "coceira" que se torna um câncer. Sofre quem "coça", sofre quem ama, sofrem os filhos, contamina uma data de gente. O que um dia foi apenas um "conversa", torna-se um corredor de destruição, uma ponte para o abismo.

Quando era criança papai gostava de ouvir uma música chamada Colcha de retalhos. Conta a história de um casal pobre em que o homem troca a mulher por outra só que rica. Na canção, a mulher preterida diz que quando o frio bater no corpo inteiro (alma),a colcha agora de cetim na vida rica, não será suficiente, e ele há de lembrar da colcha de retalhos do primeiro casamento.

Seu casamento pode ser uma colcha simples, uma colcha de retalhos, mas pode ter certeza, juntos não há frio que possa penetrar num casamento. A colcha de cetim alheia não é a melhor, isso é apenas CONVERSA DE CORREDOR 


Numa colcha de retalhos
Sem conversas de corredor
Andre Luiz